Está no ar,
desde o dia 29 último o 8 volume da Revista Brasileira de Tradução Visual (RBTV,
WWW.rbtv.associadosdainclusao.com.br ).
Já na capa,
este volume da revista nos brinda com a arte e a beleza do potencial humano, que
quebra preconceitos, mostrando a capacidade da pessoa humana
com deficiência.
A ilustração
da capa, um quadro de Esref Armagan, pintor cego congênito total, surpreende,
não só por sua beleza, mas por ter seu pintor aprendido a pintar sozinho, tendo
desenvolvido técnica própria que lhe permite produzir telas, das mais belas e de
temas os mais variados. Confiram!
Na Seção
Relato de Experiência da RBTV, outro personagem com deficiência, escultor com as
palavras, mostra que “nada de nós, sem nós” não é um mero dizer, mas uma prática
de vida e um exemplo a ser seguido.
No mês em que
se celebra o dia de luta da pessoa com deficiência, é mais que devido o tributo
àquele mestre. Venham, conheçam
quem foi o pernambucano Roberto Aguiar.
Ainda na
Seção Relato de Experiência, o leitor poderá ler a respeito das idéias de uma
das profissionais com maior tempo no campo da áudio-descrição no Brasil, Bel
Machado, a qual aprendeu, com a prática, o verdadeiro significado do lema “nada de nós, sem nós”.
Mestre na
arte de áudio-descrever, essa grande profissional, com mais de 11 anos no campo
da áudio-descrição, fala do cinema
com propriedade e simplicidade. E, do topo de seu conhecimento, dá-nos a lição
de que é com a pessoa com deficiência, usuário da áudio-descrição que se aprende a
áudio-descrever.
Na Seção
Principal, 3 artigos enriquecem o leitor com conhecimento e senso de cidadania,
demonstrando o papel que a ciência e cada um de nós têm na defesa de uma
sociedade respeitosa de direitos e construtora do conhecimento que visa o bem da
pessoa humana.
Para melhor
ilustrar o que dizem aqueles artigos, nada melhor que transcrever os resumos que
os apresentam:
A
RE-DESTERRITORIALIZAÇÃO DO CINEMA NA AUDIODESCRIÇÃO
Flávia
Mayer
Resumo
Por meio de
um breve levantamento teórico, a partir das idéias de dispositivo de Agamben e
Deleuze, e das discussões sobre território levantadas por Haesbaert, este artigo
pretende apontar algumas reflexões sobre o que podemos pensar a respeito da
re-desterritorialização do cinema no dispositivo da audiodescrição. Aponta que o
estudo da audiodescrição surge como uma ferramenta que proporciona às pessoas
com deficiência visual uma nova maneira de lidar com o discurso imagético e de
se posicionar diante dele. Destaca que, além da descrição verbal das imagens,
outros elementos são de grande importância nos processos de articulação de
sentido da audiodescrição. Afirma que se em alguns momentos no cinema a imagem
dispensa textos, o efeito sonoro na audiodescrição, ao se tornar mais uma
possibilidade de construção da informação, também o faz. Conclui que, mesmo não
decodificando a informação visual da forma como os videntes fazem, as pessoas
com deficiência visual possuem sim uma relação social e cultural com a
imagem.
MODELOS
MENTAIS EM NAVEGAÇÃO DE WEBSITES
André Ricardo
Melo, Ana Katharina Leite, Carlos Alberto Vilar, Marcelo Marcio
Soares
Resumo
Este artigo
apresenta um estudo da gênese e utilização de modelos mentais dos usuários de
websites, constatando como acontece o processo cognitivo e perceptivo na
interface usuário-computador, descrevendo tipos de memória (atuação no processo
de aprendizagem e como se pode construir uma melhor navegação e usabilidade de
interface com ergonomia), resultando em modelos mentais de navegação mais
intuitivos e agradáveis, permitindo ao usuário maior controle e
qualidade.
A
AUDIODESCRIÇÃO ENTRA NA DANÇA
Jorge
Rein
Resumo
Este artigo
aborda o tema da audiodescrição em espetáculos de dança, incluindo um breve
histórico das experiências, já realizadas no Brasil. Sugere algumas diretrizes
básicas para a elaboração de roteiros apropriados a esta modalidade específica
de expressão artística, destacando a potencialidade da audiodescrição como
recurso de acessibilidade nesta área. Contesta a resistência de alguns
profissionais da dança em admitir a audiodescrição das suas apresentações e
defende a prática de se ofertar a audiodescrição, também nesses eventos, dentro
de um panorama geral de respeito aos direitos inclusivos das pessoas com
deficiência visual. Conclui que a audiodescrição tem todas as condições de
entrar na dança e acompanhá-la bem, tornando-a acessível a um público que não
quer ignorá-la. Ressalta que o sucesso das escassas experiências realizadas com
a audiodescrição deveria encorajar coreógrafos e audiodescritores a se unirem
pela provisão de mais dança com audiodescrição.
Para saberem
mais, visitem WWW.rbtv.associadosdainclusao.com.br
(Revista Brasileira de Tradução Visual, ISSN - 2176-9656).
Apoio:
Universidade Federal de Pernambuco
Edital para
Editoração de Periódicos Científicos
(PG - Editoração
2011):Propesq/UFPE, 2011
Francisco
Lima
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