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quinta-feira, 25 de junho de 2015

De 3 a 7 de agosto tem o 1º CURSO DE TRADUÇÃO VISUAL COM ÊNFASE EM ÁUDIO-DESCRIÇÃO, “IMAGENS QUE FALAM” EM MACEIÓ – ALAGOAS.

No próximo mês de agosto se inicia em Alagoas o
1º CURSO DE FORMAÇÃO DE ÁUDIO-DESCRITORES –
“IMAGENS QUE FALAM”.


Estão abertas as inscrições para o 1º CURSO DE TRADUÇÃO VISUAL COM ÊNFASE EM  ÁUDIO-DESCRIÇÃO, “IMAGENS QUE FALAM” EM MACEIÓ – ALAGOAS.

Este curso de extensão universitária  será ofertado pelo Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos em Alagoas (SEMUDH), a Associação Brasileira de Recursos Humanos em Alagoas (ABRH/AL) e o Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI), e é devidamente cadastrado na PROEXT/UFPE, sendo ministrado por facilitadores Especialistas, Mestres e Doutores com reconhecida experiência nas áreas da Acessibilidade, Educação, Comunicação e Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Público Alvo:
Profissionais e estudantes das áreas de Educação e da Saúde, Recursos Humanos, Psicologia, Direito, Segurança e Medicina do Trabalho, Reabilitação, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, além de profissionais das áreas de Comunicação Visual e Eventos, tais como Jornalismo, Publicidade, Propaganda, Ilustração, Web Designer, Relações Públicas, e também os que se interessem por teatro, cinema, fotografia, televisão, vídeos e games.

Para mais informações:
(82) 9.9973-3380 (Tim e Whatzapp) / E-mail: institutoguerreirosdainclusao@gmail.com e ritarita2000@gmail.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

1ª Mostra de Cinema sobre o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas


Para quem estiver em Maceió, na próxima segunda-feira, 14, tem exibição do documentário "SER-TÃO Inocente: as crianças de Monte Santo, às 9h30min, no auditório do Museu da Imagem e do Som (Misa), que fica na Praça Dois Leões, localizada no bairro do Jaraguá.

O tema vem sendo reiteradamente abordado na novela da 20h, na Rede Globo.

É recomendável que se tenha informação não somente por meio da novela, mas por fontes respeitáveis que se dedicam ao estudo, à pesquisa e ao efetivo combate ao tráfico de pessoas.

Fica a dica.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tá em Brasília? Vem discutir a Lei de Acesso à Informação. Ou vai deixar que os outros decidam por você!?

Reclamamos de tudo e de todos, mas quando surgem espaços de discussão, a gente simplesmente se omite.
 
Desde a nossa Constituição Federal de 1988 que temos diversos instrumentos que podem ser utilizados pelo cidadão para, diretamente, participar das escolhas e rumos de nosso país.
 
Não que seja o ideal, mas é o possível.
 
Quem estiver em Brasília esta semana, na quarta-feira, 22, às 14h, tpode vir exercer sua cidadania, se utilizando de um desses instrumentos, que é a audiência pública.
 
Tem audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, para discutir a Lei de Acesso à Informação e os direitos humanos.  O Plenário é o de número 7.

A expectativa é de que a simpática e polêmica Ministra  do Superior Tribunal de Justiça, Corregedora Nacional dos Direitos Humanos e Cozinheira de mão cheia, Eliana Calmom, esteja presente.  Já viram o livro dela sobre culinária, e que inclusive disponibiliza receitas para quem tem doença celíaca (alergia ao glutén)?

O nome do livro é Resp (receitas especiais), em alusão à Resp (Recurso Especial), que é um espécie de recurso que podemos interpor perante os tribunais superiores, onde a valorosa Ministra trabalha.

Mas voltando à audiência pública, o seu objetivo é trazer ao conhecimento da sociedade mais informações acerca da lei de acesso à informação, bem como os seus limites e conflitos com os direitos humanos.

Dentre os convidados estão, ainda, Fernando Rodrigues (coordenador do Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas)e  Gilson Dipp,  coordenador da Comissão Nacional da Verdade.
 
O encontro promete.
 
E então? Vai ficar aí de bobeira e deixando que os rumos do país sejam decididos sem você?  Depois não vai reclamar, hein?

domingo, 5 de agosto de 2012

O Estado tem obrigação de fornecer medicamento Lupron para pessoa com puberdade precoce

Minha filhota já fez uso de Lupron.  Embora seu caso não fosse dos mais graves, era sempre uma preocupação dar mil viagens, para providenciar os documentos exigidos, e muitas vezes receber a medicação com bastante atraso. Mas sempre terminei com a danada da injeção nas mãos, que a bichinha tomava sem reclamar, mas com as lágrimas caindo.

Segue esta decisão para as mães/pais que não tiveram tanta sorte, e possam se encontrar no stress de não ter acesso ao medicamento.

_____________________________

A juíza Valéria Maria Lacerda Rocha deferiu o pedido de antecipação de tutela determinado que o Estado do Rio Grande do Norte forneça no prazo de cinco dias o medicamento LUPRON (LEUPROLIDE) 3,75mg ou NEO DECAPEPTYL (TRIPTORELINA) 3,75mg, a uma paciente acometida de puberdade precoce central. A decisão diz ainda que o fornecimento deve ser feito mensalmente até que a menina alcance a idade cronológica de nove ou dez anos ou idade óssea entre de 12 e 13. Ficou estipulada a multa diária de R$ 500,00 até o limite de R$10 mil, a ser aplicada em caso de eventual descumprimento.

A paciente, de apenas três anos de idade, apresenta quadro clínico de distúrbio hormonal, cuja falta de tratamento poderá causar prejuízos físicos e psicológicos graves. Essas informações foram confirmadas pelo laudo médico produzido por uma endocrinologista pediátrica, que esclareceu ainda que a falta da medicação irá causar “menarca precoce, com consequências psicológicas devido a pouca idade da paciente, além de prejuízo na estatura final”. Segundo consta nos autos do processo, a família da paciente não possui condições financeiras de adquiri o medicamento que custa R$ 600,64.

De acordo com a magistrada, a prestação de serviços e a prática de ações que visem resguardar a saúde dos cidadãos constituem obrigações solidárias da União, Estados e Municípios, razão pela qual é possível se exigir de qualquer um dos entes, ora elencados, isoladamente. Além disso, a saúde é um direito público assegurado a todos e consagrado no artigo 196 da Constituição Federal, sendo dever da Administração garanti-lo, dispensando medicamentos às pessoas carentes portadoras de doenças, de maneira que não pode ser inviabilizado através de entraves burocráticos.

“Deste modo, restando suficientemente demonstrada neste juízo inicial a verossimilhança jurídica favorável à pretensão do autor, diante da gravidade da situação e, sendo crível a alegação de impossibilidade do autor realizar, com seus próprios recursos o procedimento considerado o mais eficaz no tratamento do distúrbio, impõe-se ao Estado a responsabilidade em fornecê-lo, conforme prescrição médica”, determinou Valéria Maria Lacerda Rocha.

Processo nº 0803709-58.2012.8.20.0001

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Paixão pela telinha de cinema? Se inscreva para a 7ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul


Estão abertas as inscrições para a 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que ocorre entre os meses de outubro a dezembro de 2012. A data limite para inscrição das obras é 27 de Julho e não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação e finalização das produções. A ficha de inscrição deve ser baixada no site da Mostra, preenchida, assinada e enviada por e-mail. Já o DVD com a obra deverá ser enviado até 27 de julho de 2012 para a Cinemateca Brasileira.
Apesar do evento não ser competitivo, as obras mais votadas pelo público serão contempladas com o prêmio exibição na TV Brasil nas categorias curta, média e longa-metragem. A mostra é voltada a obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2010, e que tenham caráter relativo aos Direitos Humanos. A programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que, desde 2008, também são selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais.
Desde 2011, a Mostra, que é apresentada em diversas capitais e no Distrito Federal, promoveu homenagens ao projeto Brasileiro Vídeo nas Aldeias e como a produtora Argentina Cine Ojo e o ator Ricardo Darín que, com suas recentes retrospectivas históricas, tiveram por tema "infância e juventude", "iguais na diferença" e "direito à memória e à verdade". A realização é da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), com produção da Cinemateca Brasileira / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras.
6° Mostra Cinema e Direitos Humanos - Na última edição da mostra foram exibidos 46 filmes em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Ocorreram premiações em três categorias, Longa-metragem, Curta-metragem, e Media metragem. A emissora Tv Brasil premiou os três ganhadores de cada categoria com prêmios em dinheiro e também a exibição ilimitada das obras pelo período de 36 meses.
ficha de inscrição deve ser baixada no site da 7ª Mostra, preenchida, assinada e enviada por e-mail para: contato@cinedireitoshumanos.org.br. O DVD deverá ser enviado até 27 de julho de 2012 para:

7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso nº 207
São Paulo - S.P. - Brasil
C.E.P. 04021-070

Mais informações pelo telefone:
(011) 3512-6111, ramais 211 e 235.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Igualdade de oportunidades para negros no mercado de trabalho - audiência pública na Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias vai realizar Audiência pública na Câmara dos Deputados,  na quarta, dia 27 de junho, às 14h30min, no Plenário 9, Anexo II, para tratar da igualdade de oportunidades para negros no mercado de trabalho.

Foram convidados, entre outros, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade; o presidente da CNC, Antonio José Domingues; o presidente da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), Fabio Colletti; e o diretor de Relações do Trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Magnus Ribas Apostólico.

Não deixe de participar das discussões onde se define nosso futuro!
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Seminário sobre a acessibilidade em grande eventos na programação da Rio+20

 
 
DIA 16 DE JUNHO
Horário: 16h30min a 19h30min
Local: Parque dos Atletas, Av. Bernardo Bueno (em frente ao Riocentro)
Auditório CNO 1

Seminário aberto ao público.

Recursos de Acessibilidade: interpretação em Libras, legenda e Audiodescrição.
Tradução simultânea inglês/português.
Haverá voluntários para acompanharem pessoas que solicitarem.

Sobre a Conferência RIO+20 – http://www.rio20.gov.br/
 
Programação

16:30 – Abertura - Ministro Laudemar Aguiar – Secretário Executivo do Comitê Nacional de Organização do, autoridades do Rio+20 e convidados
16:45 – Mesa 1 – Acessibilidade na Rio+20 – O Futuro que Nós Queremos
Moderadora – Márcia Adorno – coordenadora de acessibilidade do CNO Rio+20
Panelistas – Consultores de Acessibilidade da Rio+20 – Izabel Maior, Regina Cohen, Isaias Costa, Susana Dalel, Aaron Rudner, Gildete Ferreira e Tiago santos – ponto focal de acessibilidade
Convidados – Magnus Olafsson – Diretor de Eventos e Publicações da ONU e Vanessa Torres – Coordenadoria de Arquitetura da Rio+20
18:00 – Mesa 2 – Acessibilidade nos Preparativos da Copa da FIFA 2014 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016Mediadora – Izabel Maior – Prof. da Faculdade de Medicina da UFRJ
Comitê Local da Copa da FIFA 2014 e Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016
18:40 – Mesa 3 – A Atuação dos órgãos executivos e dos Conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência sobre a Acessibilidade em Grandes Eventos Mundiais
Moderadora – Regina Cohen – Núcleo Pró-Acesso da Faculdade de Arquitetura e urbanismo da UFRJ
Panelista – Georgete Vidor – Secretaria Municipal da Pessoa com deficiência do Rio de Janeiro
Cinthia freitas – Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiêbcia do Rio de Janeiro
Marcio Rodrigues – Superintendência de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência SEASDH
Marco Castilho – Presidente do Conselho estadual de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência – RJ
19:30 – Encerramento
A Rio+20 é a primeira conferência da ONU a dispor dos recursos de acessibilidade. A iniciativa assegura que as pessoas com deficiência participem com autonomia das atividades e debates, de acordo com o Decreto nº 5.296/2004 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O seminário vai apresentar e compartilhar a experiência do Comitê Nacional de Organização – CNO Rio+20 no planejamento e execução dos serviços e intervenções realizados para construir espaços de convívio para todos. O evento pretende interagir com as instâncias responsáveis pelas iniciativas de acessibilidade para a Copa Mundial da FIFA 2014 e para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016, debatendo as soluções da Rio+20 e os desafios a serem enfrentados. O seminário salienta o papel dos órgãos gestores e dos conselhos dos direitos das pessoas com deficiência para assegurar o acesso de todos em bases iguais de oportunidades nos eventos.
 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

6ª Edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul vai alcançar todas as capitais

Nesta 6ª edição, a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul exibirá sua programação em todas as 26 capitais brasileiras e em Brasília, o que sempre foi o objetivo do evento, desde sua primeira versão.

A realização é da Secretaria de Direitos Humanos e prioriza a exibição de ficções e documentários com abordagens sociais.

Se no ano passado o destaque esteve nos filmes latinos -contando inclusive com a presença do astro argentino Ricardo Darín-, o foco desta edição são três documentários brasileiros inéditos dirigidos por cineastas mulheres ("Quem se Importa", de Mara Mourão, "Céu Sem Eternidade", de Eliane Caffé e "E a Terra se Fez Verbo", de Érika Bauer.

Para não ficar só nos documentários, o festival incluiu uma seleção de ficções (mesmo que antigas) baseadas nesta temática. "A tendência de festivais desse tipo pelo mundo é reunir documentários, mas buscamos um leque que não se restrinja a isso, com filmes que também mexam com o imaginário das pessoas", disse César Filho.

Estão nessa lista "Central do Brasil" (1998), de Walter Salles Jr., e "Bicho de Sete Cabeças" (2000), de Laís Bodanzky.

Ao todo serão exibidos 47 filmes, entre curtas e longas. Como em todas as edições anteriores, a entrada é gratuita e há sessões com audiodescrição e legendagem, voltadas a cegos e surdos. 

Para ir para o site da Mostra, clique aqui. Para ver a programação de Maceió, clique aqui. E para ver a programação de Brasília, clique aqui.

Fonte: Jornal Floripa e site da Mostra.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O previsível: ONU aponta Brasil e Alagoas como os líderes em violência

Foi publicado na Gazetaweb que Alagoas detém a maior taxa de assassinatos e o País é o lugar do mundo onde mais se mata 
 
Às vésperas de sediar dois grandes eventos esportivos mundiais, a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016, estas não são constatações lá muito animadoras para os setores da economia que aguardam, ansiosos, estes acontecimentos que impulsionarão, sem precedentes, o turismo no Brasil. Mas essa constação não é novidade para nós; e sabemos de seu preço. 
 
Num estado castigado pela dor da desigualdade e da impunidade, com belas praias poluídas, de onde brota lixo da areia e das águas, e desprovido de infraestrutura e benefícios da urbanização que atraiam os turistas com seus dólares (ou outra moeda que o valha), a Copa e as Olimpíadas não chegam a ser animadores.
 
Já conversamos sobre isto, anteriormente, pois outras entidades e organismos respeitáveis já haviam chegado a essa conclusão e divulgado na mídia. Agora, o relatório da respeitada ONU também aponta o Brasil como o país onde se mata mais. É a primeira vez que a entidade faz um estudo sobre homicídios por todo o mundo. O relatório tem como base números oficiais de cada país. No Brasil, os dados foram apresentados pelo Ministério da Justiça. 
 
Ai, se a ONU soubesse dos números "não declarados"...

O relatório traz 43.909 homicídios em 2009, mais do que na China, na Índia e nos Estados Unidos, países mais populosos. Portanto, em números absolutos, o país aparece em primeiro lugar. No ranking de homicídios, a cada cem mil habitantes o Brasil aparece em 24º lugar.

E Alagoas, mais uma vez, figura como o Estado mais violento. Segundo a ONU, é o único com mais de 60 mortes (60,3) por 100 mil habitantes. Os dados são referentes ao ano de 2009.  Mas nós, alagoanos, sabemos que este número só vem agravando.  Os números não são tão diferentes do relatório apresentado pelo governo estadual em 2010, quando Alagoas fechou o ano com a maior taxa de homicídios do Brasil.

A redução do índice de homicídios em São Paulo, apontado pelo Estudo Global de Homicídios 2011, surpreendeu o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), responsável pelo relatório que foi divulgado ontem.
 
Ao contrário da tendência apontada pelo estudo de que, quanto maior a cidade, maiores os riscos de ocorrência de crimes violentos, a cidade mais populosa do Brasil vem conseguindo diminuir o número de homicídios em relação à população, pela metade (caíram, por grupo de cem mil habitantes, de 20,8 em 2004 para 10,8 em 2009).
 
A queda mais acentuada foi registrada entre 2004 e 2005 (de 4 pontos, chegando a 16,8).

Num Estado onde ser adolescente, homem, pobre e afrodescendente é mais perigoso do que em qualquer outro lugar, rezamos pedindo aos céus algum milagre. As esperanças de solução por mãos humanas, nós já perdemos há tempos...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seminário: Direitos Humanos e Assistência ás Vítimas de Crime: 10 anos do Centro de Apoio às Vítimas de Crime no Estado de Alagoas

Seminário: Direitos Humanos e Assistência ás Vítimas de Crime: 10 anos do Centro de Apoio às Vítimas de Crime no Estado de Alagoas, promovido pela Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas, - Superintendência de Promoção de Políticas para a Cidadania e Direitos Humanos,
 
Dia: 28 de setembro de 2011 
Hora: 8h
Local: Auditório da Faculdade Integrada Tiradentes FITS
(Av. Gustavo Paiva, 5017 B - Cruz das Almas)
Informações/inscrições: CAV Crime (82) 3315-3164

Seminário "Violência contra as Mulheres em Alagoas" - 27 e 28 de setembro

O Núcleo de Estudos e Pesquisa de Direito, Sociedade e Violência (NDSV), da Faculdade de Ciências Jurídicas (FADIMA) do CESMAC, promove, nos dias 27 e 28 deste mês, o seminário sobre Movimento das Mulheres em Alagoas: Direito e Violência. A atividade conta com mesas redondas, palestras e debates sobre a temática central. Confira a programação:

Dia 27 (terça-feira) – “A Lei Maria da Penha”

Coordenadora: acadêmica Amanda Goulart

Tema 1: Os serviços policiais e a violência contra mulher
Expositor: acadêmico Erisvaldo Santos

Tema 2: A Lei Maria da Penha: Os Direitos da Mulher
Expositora: professora Stela Cavalcanti

Dia 28 (quarta-feira) – “A Violência Contra a Mulher em Alagoas”

Coordenador: Marcus Vasconcelos

Tema 1: Elementos básicos para combater a violência contra a mulher em Alagoas
Expositora: acadêmica Willyana Monteiro

Tema 2: A violência contra a mulher em Alagoas
Expositora: professora Maria Aparecida da Silva

O Seminário acontece no auditório da Clínica Escola de Farmácia e Biomedicina do CESMAC (em frente à Praça Centenário, no Farol). Será oferecido certificado de 4 h aos participantes.

As inscrições seguem até hoje, segunda-feira (26), e podem ser feitas na Assessoria Acadêmica da FADIMA (antigo NEPE), que fica localizada à Rua Íris Alagoense, no Farol. Os interessados devem levar 1 kg de alimento não perecível no ato da inscrição. 

Outras informações pelo telefone (82) 3215-5165. Vagas limitadas. 

Fonte: Site Observe Mais

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PNUD premia iniciativas de comunidades que contribuem para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável


Estão abertas as inscrições para o Prêmio Equatorial 2012. A iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) premia comunidades que contribuem para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. As candidaturas podem ser feitas pelo site Equator Initiative até o próximo dia 31 de outubro.

Podem participar os 146 países que recebem apoio do PNUD, o que torna este um prêmio verdadeiramente global para as melhores práticas locais. Os premiados desta edição participarão da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho do próximo ano no Brasil.

“Esperamos encontrar exemplos inspiradores de soluções de desenvolvimento sustentável de comunidades locais que melhorem tanto a vida das pessoas quanto o meio ambiente”, explica Veerle Vandeweerd, diretora do grupo para questões de Energia e Meio Ambiente do PNUD. “O acesso a água e energia, a segurança alimentar e a adaptação às mudanças climáticas são os desafios de desenvolvimento que devemos enfrentar”, acrescentou, ao destacar que os novos prêmios temáticos darão ênfase às “comunidades que se adaptarem ao desenvolvimento sustentável.”

Já ganharam o prêmio organizações de base que trabalham para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das populações locais, protegendo o meio ambiente através de ações como manejo florestal comunitário, pesca em pequena escala, proteção da vida silvestre, bancos de sementes, energia sustentável e acesso à água.

Diversas iniciativas brasileiras integram o rol de vencedores: Associação dos Pequenos Agrossilvicultores do Projeto Reca e Carnaúba Viva (2010); Cooperativa Agroextrativista Yawanawa e Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (2008); FrutaSã (2006); Sociedade Civil Mamirau (2004); Projeto Couro Vegetal da Amazônia, Cooperativa de Produtores de Ostras Cananéia, Bolsa Amazônia e Associação Vida Verde da Amazônia (2002).

Os 25 ganhadores do prêmio receberão US$ 5 mil. Dez deles serão nomeados para receber um reconhecimento especial e ganharão um total de US$ 20 mil. Os representantes das comunidades vencedoras participarão ainda do “Espaço de Diálogo” durante a Rio+20, onde serão homenageados e reconhecidos como líderes em suas respectivas áreas

Fonte: Pnud

sábado, 10 de setembro de 2011

Donwload gratuito do relatório “Acesso à Justiça: Violações de Direitos Humanos por Empresas no Brasil”.

Conectas Direitos Humanos e a Comissão Internacional de Juristas (ICJ, sigla em inglês) lançam o relatório “Acesso à Justiça: Violações de Direitos Humanos por Empresas no Brasil”. Trata-se de uma pesquisa inédita que teve como objetivo mapear os instrumentos jurídicos disponíveis no Brasil, tanto para regulação do impacto em direitos humanos da atividade empresarial, quanto para eventual responsabilização de empresas por violações a estes direitos.

Esta publicação integra o projeto “Acesso à justiça e remédios legais para violação de direitos humanos envolvendo empresas”, organizado pela Comissão Internacional de Juristas, com sede em Genebra. Tal projeto visa a pesquisar, em diversos países, de que forma se desenvolve a judicialização de violações de direitos humanos envolvendo empresas.

O relatório é fruto de uma pesquisa realizada em 2010 e está dividida em duas partes: em primeiro lugar, a pesquisa analisa a legislação e a doutrina brasileiras para mapear o marco normativo sobre empresas e direitos humanos existente no país e, em segundo lugar, o relatório apresenta casos paradigmáticos sobre violações de direitos humanos envolvendo empresas. Os resultados da pesquisa foram submetidos à discussão com a comunidade empresarial, acadêmica e de direitos humanos por meio de entrevistas e de dois encontros, que aconteceram em agosto de 2010 e em março de 2011 .

Para o coordenador da pesquisa pela Direito GV e membro do Conselho Deliberativo da Conectas, Oscar Vilhena Vieira, “se no passado as violações de direitos humanos estavam associadas apenas a práticas estatais, com a expansão do setor empresarial e a fragilização da esfera pública, em muitos países, devemos estar cada vez mais atentos para práticas corporativas que podem violar os direitos humanos de largas parcelas da população. Esta pesquisa busca traçar um panorama desse fenômeno, dos mecanismos jurídicos que regulam a relação das empresas com os direitos humanos, assim como das eficácias das instituições e remédios legais no enfrentamento deste problema no Brasil”.
 
A partir da análise do marco normativo brasileiro e de casos paradigmáticos, o relatório conclui que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), por ser um instrumento quase judicial mais célere, e a ação civil pública, por seu caráter coletivo, são os recursos mais eficazes na responsabilização de empresas por violações de direitos humanos no Brasil. A pesquisa também destaca o papel fundamental desempenhado pelo Ministério Público, agencias reguladoras e outras instâncias além do próprio Judiciário.

No que diz respeito a recomendações para melhoria do marco normativo referente a empresas e direitos humanos no Brasil, a pesquisa sugere que seja fortalecido o papel da Defensoria Pública na proteção de direitos, e o da sociedade civil na promoção de litígio estratégico. Recomendam-se medidas para a celeridade processual, o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização, entre outras.

Carlos Lopez, coordenador da pesquisa do ICJ, destaca que “o estudo demonstra que devem ser realizadas importantes mudanças legislativas e judiciais e que corresponde ao governo tomar as medidas necessárias sem demora”.
   
Clique aqui para ter acesso à íntegra do relatório (em português).

Clique aqui para ler o sumário executivo da pesquisa (em inglês).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Rádio Justiça analisa a evolução dos direitos humanos e sociais desde a Independência do Brasil

O programa Justiça na Manhã aborda a evolução dos direitos humanos e sociais no Brasil desde a independência, em 1822. Especialistas apontam as mudanças na Constituição Federal. Justiça na Manhã, nesta quarta-feira (07), a partir das 8 horas.
 
A Rádio Justiça é sintonizada em 104,7 MHz, no Distrito Federal, pelo satélite ou pelo site www.radiojustica.jus.br, onde você pode escutar os programas anteriores.

sábado, 3 de setembro de 2011

Disque 100: denuncie violação dos direitos humanos!

O Disque 100 é um número nacional de denúncias, mantido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Inicialmente, era voltado exclusivamente para denunciar violência sexual contra crianças. Porém, desde dezembro de 2010, passou a receber também  as ocorrências com idosos, pessoas com deficiência e outras populações geralmente vitimizadas (como a LGBT).

É possível, inclusive, relatar casos de pedofilia que ocorrem pela internet (acesse www.disque100.gov.br).
A ligação é gratuita e o serviço funciona todos os dias, 24 horas por dia.

Denuncie. Não se cale diante da violação dos direitos humanos. Divulgue o número ao maior número de pessoas que você puder. Vamos construir um país melhor.

Fonte: site da SDH

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mini Código de Direitos Humanos - download gratuito

A ANDHEP – Associação Nacional de Direitos Humanos Pesquisa e Pós-Graduação acaba de reeditar, a partir de revisão e ampliação, o Mini Código de Direitos Humanos (disponível aqui para download).

Organizado por Eduardo Bittar, Guilherme Assis de Almeida e V. S. L. Blotta, o Código foi republicado pela Teixeira Gráfica e Editora, em 2010.

Abaixo reproduzimos a Apresentação do Mini Código.

A edição do presente Mini-Código de Direitos Humanos, como iniciativa da Associação Nacional de Direitos Humanos (ANDHEP), em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), realizada pela Editora Juarez de Oliveira, é uma forma de incentivar o convívio, o contato, o conhecimento, a disseminação e a difusão das normas de direitos humanos como parte de um esforço maior pela criação de uma cultura social de direitos humanos em solo nacional.

É fato que o Brasil, desde a redemocratização e a edição da agora vintenária Constituição Federal de 1988, vem desdobrando sua legislação nacional no campo dos direitos humanos, assim como vem tendo participação crescente no que tange à incorporação de Tratados de Direitos Humanos, especialmente desde o início dos anos 90. No entanto, apesar da profusão normativa na área, e da crescente adesão do Brasil às normas da ordem internacional, este movimento não foi seguido de um aumento de acessibilidade às fontes, pois, especialmente no que tange às normas internacionais, estas se mantiveram acessíveis somente a experts.

Esta experiência de gerar a documentação de um sem-número de instrumentos normativos nacionais e internacionais dispersos, envolvendo os diversos aspectos dos direitos humanos, é de fundamental importância para a democratização do acesso às fontes normativas, que não deixam também de ser fontes de conhecimento, pois, em parte, a eficácia da legislação também depende do acesso e do conhecimento a respeito das normas de direitos humanos, dos valores nelas incorporados, de sua exigibilidade social e estatal, bem como dos deveres gerados a partir delas.

Apesar da compilação representar um importante veículo de difusão do conhecimento normativo dos direitos humanos, certamente a pesquisa sobre direitos humanos não se exaure ao estudo de suas normas. No entanto, as normas compiladas aqui significam a democratização do acesso, a fácil utilização no emprego diário destas regras, que deverá tocar de perto a rede de direitos humanos brasileira, que se fortalece e ganha vigor, em todos as partes, envolvendo os esforços de ONG´s, até movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos, associações de área, programas de pós-graduação, docentes e discentes, advogados e militantes, órgãos governamentais, a quem efetivamente se destina esta compilação.

Considerando que atualmente estas fontes são extremamente extensas, torna-se inviável, em um único volume, conter toda a dinâmica de normas editadas a respeito da matéria. Por isso, a complementação dos textos contidos nesta edição do Mini-Código de Direitos Humanos recorre ao uso de uma base eletrônica, onde poderão ser encontrados os textos que não constam deste suporte editorial impresso. A base virtual (www.andhep.org.br) também conferirá acessibilidade universal à compilação, dando-lhe ainda maior transparência, além de servir como um locus de atualização dos novos documentos que forem sendo editados na área.

Todas as normas constantes da compilação vêm seguidas da data de início de vigência original. Considerando que a maioria dos documentos internacionais assinala ao final que entram em vigor nos países signatários 30 ou 60 dias após o “envio do instrumento ratificador pela casa legislativa respectiva”, a precisão de muitas datas tornou-se de difícil avaliação. Há por isso, a indicação no sumário da obra da data de entrada em vigor no Brasil de alguns documentos, identificadas por (vigor – data), salvo aqueles que precedem a identificação (D.L. – data), expressão que se reporta à data do Decreto Legislativo ratificador, a qual deverá ser somada ao prazo estabelecido nos artigos finais dos documentos para a constatação de sua entrada em vigor. Ademais, quanto aos documentos que apresentam no sumário somente a data de sua assinatura original, deverão ser seguidas de pesquisa pela data do Decreto Legislativo ratificador e somadas ao prazo estabelecido pelo documento, tendo, assim, a data exata de sua entrada em vigor, no Ordenamento jurídico brasileiro.

Por fim, este trabalho de compilação, que segue em distribuição gratuita, não teria sido possível sem o auxílio da equipe administrativa da Associação, e, em especial, do pesquisador Vitor Blotta, a quem muito agradecemos, institucionalmente, pelo desenvolvimento dos trabalhos de pesquisa documental e pelo auxílio à sistematização e consolidação final do texto.

Eduardo C. B. Bittar
Presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos

Fonte: Agência Inclusive

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A cada minuto uma criança sofre acidente de trabalho, diz OIT

Por ano, mais de 500 mil acidentes envolvem crianças, ou 1.400 por dia. Relatório da OIT relativo ao Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil (12), estima que 115 milhões de crianças estejam em trabalhos perigosos no mundo.

Por Bianca Pyl

Em todo mundo, a cada minuto uma criança em regime de trabalho infantil sofre um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico, de acordo com o relatório "Crianças em trabalhos perigosos: o que sabemos, o que precisamos fazer", da Organização Internacional do Trabalho (OIT). São mais de 1.400 acidentes por dia e um total de quase 523 mil por ano. O relatório foi divulgado nesta sexta (12),  Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.

Para Renato Mendes, coordenador do Programa para a Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC, pela sigla em inglês) da OIT, esse número é preocupante principalmente porque ele é silencioso. "O Brasil e o mundo não despertaram para esse problema ainda", disse o coordenador do IPEC.

O trabalho infantil perigoso (tratado no Decreto nº 6481 de 2008, que regulamenta o Convenção 182 da OIT sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil) afeta cerca de 115 milhões de crianças em todo o mundo. A OIT estima que haja cerca de 215 milhões de trabalhadores infantis no mundo, dos quais mais da metade estão em trabalhos perigosos.
No Brasil, estima-se que o número seja de 4,2 milhões de crianças trabalhando, sendo que mais da metade executa atividades perigosas. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego,  em 2011 foram afastadas 3,7 mil crianças e adolescentes do trabalho . No ano passado, 5.620 crianças e adolescentes foram resgatados desta situação.

De acordo com Renato Mendes, o trabalho infantil não é apenas um desafio educacional. É necessário encará-lo como um problema de saúde pública, já que estas crianças se tornarão adultos doentes, o que, consequentemente, impactará na Previdência Social. "O Brasil não está preparado para enfrentar esta questão", avalia.

O número de acidentes entre crianças e adolescentes também é mais elevado do que entre adultos. As crianças não têm a visão periférica formada, e a falta de visão lateral, explica Renato Mendes, facilita acidentes. "Além disso, a pele da criança é mais fina, facilitando intoxicações ou mesmo queimaduras", afirma o coordenador do IPEC.

Piores formas
 
O Brasil ratificou a Convenção 182 da OIT com a Lei 6.481, que Lista as atividades consideradas as Piores Formas de Trabalho Infantil, e que são proibidas para pessoas com menos de 18 anos. As cinco principais atividades - sendo três delas atividades ilícitas (trabalho análogo ao de escravo, tráfico de drogas e exploração sexual) - que empregam mão-de-obra infantil no Brasil são agricultura familiar e prestação de serviços, como trabalho doméstico, tanto no meio urbano quanto no rural, e comércio informal.

"Na agricultura familiar se utiliza agrotóxicos de uma forma menos organizada do que em um emprego formal. Para as crianças, o uso desses defensivos trás riscos imediatos de contaminação e até envenenamento porque a pele da criança é mais fina e o batimento cardíaco mais acelerado, fazendo com que o veneno chegue a corrente sanguínea mais rápido", explica o coordenador do IPEC.

Embora o número total de crianças entre 5 e 17 anos em trabalhos perigosos diminuiu entre 2004 e 2008, o número de adolescentes entre 15 e 17 anos nestas atividades teve um aumento real de 20% no mesmo período, passando de 52 milhões para 62 milhões. Mais de 60% das crianças em trabalhos perigosos são meninos.

O problema das crianças em trabalhos perigosos não se limita aos países em desenvolvimento, de acordo com o estudo. Existem evidências de que nos Estados Unidos e na Europa também há uma elevada vulnerabilidade dos jovens para acidentes de trabalho.

Crise econômica
 
No ano passado, o Relatório Global da OIT sobre trabalho infantil advertiu que os esforços para eliminar as piores formas de trabalho infantil foram abrandados, e expressou a preocupação de que a crise econômica global poderia colocar "mais freio" no progresso em direção à meta de eliminá-las em 2016.

Um ano depois, a crise econômica mundial teve um impacto direto no combate ao trabalho infantil, segundo Renato Mendes, e continua preocupante. No mundo inteiro houve uma redução nas ações. Apesar de os números do trabalho infantil continuarem caindo, o ritmo da queda foi menor do que nos dez anos anteriores. "Se continuarmos nesse ritmo, a tendência é estabilizar e até aumentar o número de crianças trabalhando", lamenta Renato. 

Fonte: Repórter Brasil

Estado deve fornecer medicamentos a portador de câncer, diz o TJ/AL

Alagoas, "ame-a, ou deixe-a".

Sou Alagoana, mas às vezes desisto. De vez em quando me dá uma vontade danada de sumir daqui, pois a nossa sociedade é arcaica e desigual demais.  O convívio com amigos e família é o que me segura.
Tenho uma ação minha, pessoal, discutindo cobrança indevida feita pela construtora do meu apartamento, que ajuizei em 2005. Mesmo com as orientações todas do CNJ, NUNCA, NUNQUINHA, o juiz desta ação movimentou-se no processo.  Já se vão 6 anos...

Vou evitar nomes e indicações da Vara onde ele tramita, por prudência.  Já vi amigos advogados terem retrocessos consideráveis em suas carreiras ou nos processos em que atuavam, porque perderam a paciência, apontaram a negligência de alguns profissionais do judiciário, e disseram 'malcriações' para juízos ou membros do Ministério Público que elegantemente se negavam a cumprir o mister para o qual recebem cerca de R$ 25.000,00 mensais e gozam de duas férias anuais, fora os recessos.  

Estamos em "Alagoas", "estrela radiosa que refulge ao sorrir das manhãs", como se canta no hino.  Terra de "três mulher prum homem só", como canta com elegância o nosso Djavan.

Epa, Djavan! Esse negócio tá errado!

Mas, de quando em vez, a gente se orgulha de uma coisinha ou outra que acontece, sim.

Nos orgulhamos da cor linda que tem o mar, do Djavan, das tapiocas e das prévias de carnaval, do Djavan, da cor linda que tem o mar, do Djavan...

Hoje estou orgulhosa com esta decisão do Tribunal de Justiça local, que proferiu decisão que beneficia paciente, que terá garantido pelo Estado o fornecimento dos medicamentos necessários ao tratamento de um cancer de pulmão.

Fico muito feliz quando alguem vê a justiça se cumprir em vida.  Muitas vezes, ela só chega - e quando chega - para os nosso herdeiros.  

Nesta decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas, o Exmo. Sr.Desembargador prioriza o direito fundamental à saúde, previsto em nossa constituição como direito humano que é.  Após o direito a vida, penso ser o direito à saúde o que mais nos interessa.

Completamente "out", a postura do Governo do Estado, que interpôs recurso nos autos da ação, alegando questões processuais para fugir à sua obrigação de custear o tratamento. Vocês acreditam nisso? Que um procurador de estado interponha recursos para protelar o andamento do processo, quando o que se discute é a vida de alguém?  Não podemos nos prender ao calhamaço de papel que é um processo. Temos que ver a vida que há por trás dele. E todas as suas nuances.

É cada uma!

Para elogiar, a gente pode - e deve - dizer nomes:
O desembargador Alcides Gusmão da Silva, integrante da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), manteve a decisão do juiz de primeiro grau que obrigou o Estado de Alagoas a prover os medicamentos necessários ao tratamento de saúde de José da Silva Alves, portador de câncer no pulmão. O magistrado entendeu que o exercício do direito à saúde é dever do Estado e deve ser disponibilizado a todos que necessitem.

O Estado de Alagoas havia interposto recurso para que a decisão do juiz de primeiro grau fosse reformada, alegando que a responsabilidade de prover os medicamentos seria do município de Maceió e da União ao tempo que enfatizou as orientações do Sistema Único de Saúde (SUS) para esses procedimentos que visa a descentralização dos serviços bem como que o Poder Judiciário não poderia intervir no mérito do ato administrativo.


No que diz respeito à alegação do não controle do Judiciário sobre o ato administrativo, o desembargador Alcides Gusmão explicou que, de fato, não compete ao Poder Judiciário intervenção no ato administrativo, contudo, “ao negar efetividade a políticas públicas […], o executivo acaba por incorrer em genuína violação ao ordenamento positivo e negar vigência a direitos firmados. Desse modo, cabe ao Judiciário, no oficio do seu mister [trabalho] interceder de modo a sanar tais lesões.” explicou o desembargador-relator do processo.


No Tribunal de Justiça consolidou-se que a responsabilidade do Município e da União, na prestação do direito à saúde, é solidária, o que reafirma que compete ao Estado na promoção do pedido em concordância com o decisões dos tribunais superiores.


Apelação Cível n° 2011.002349-7
Fonte: TJ/AL

terça-feira, 17 de maio de 2011

1º Encontro da Procuradoria Especial da Mulher em Alagoas: “O Empoderamento da Mulher e sua Força na Aplicabilidade da Lei Maria da Penha”.

CONVITE

A Deputada Federal Rosinha da Adefal (PT do B), 1ª Procuradora Adjunta da Procuradoria Especial da Mulher, convida Vossa Senhoria para participar do 1º Encontro sobre a Atuação da Procuradoria Especial da Mulher em Alagoas com o tema “O Empoderamento da Mulher e sua Força na Aplicabilidade da Lei Maria da Penha”. Com palestra proferida pela Deputada Federal Benedita da Silva PT/RJ.

Dia: 20 de Maio
Local: Casa da Indústria (4º Andar), no bairro do Farol, em Maceió - AL
Horário: 14h às 18h
PROGRAMAÇÃO:
14h -      ABERTURA: PALAVRA DAS INTEGRANTES DA MESA OFICIAL
15h -     1ª PALESTRA: APLICABILIDADE DA LEI MARIA DA PENHA

PALESTRANTE: DEPUTADA FEDERAL BENEDITA DA SILVA (PT/ RJ), integrante da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados do Brasil

15h30 -    2ª PALESTRA: ATUAÇÃO DA PROCURADORIA ESPECIAL DA MULHER EM ALAGOAS
PALESTRANTE: DEPUTADA FEDERAL ROSINHA DA ADEFAL (PT do B/AL)
1ª PROCURADORA ADJUNTA DA PROCURADORIA ESPECIAL DA MULHER

16h -    COFFEE BREAK

16h30 - 3ª PALESTRA: MEDIDADAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA
PALESTRANTE: DRA. DANIELA TIMIS – DEFENSORA PÚBLICA - AL

17h -     4ª PALESTRA: A IMPORTÂNCIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A EFETIVIDADE DA LEI MARIA DA PENHA.
PALESTRANTE: DRA. STELA VALÉRIA – PROMOTORA DE JUSTIÇA - AL

17h30  –     DEBATES
18h -     ENCERRAMENTO

O evento conta com a coordenação científica da Psicóloga Clínica Cláudia Simões.
Maiores informações pelos telefones: (82) 9909-0919/9172-6447.

P.S.: em todos os eventos que contam com a participação da Deputada Rosinha, o tema "mulher com deficiência" é abordado ainda de forma transversal, por ser esta a sua principal meta quando ingressou na Procuradoria da Mulher: levar às mesas de debate a questão da mulher com deficiência, em sua dupla vulnerabilidade.
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