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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Programação do mês da Mulher, em Alagoas

Este mês estamos cheio de programações relativas à mulher e às questões de gênero.

É uma boa oportunidade para discutirmos sobre a igualdade de gênero e refletirmos sobre as inúmeras nuances de ser mulher.

Clique aqui, baixe a programação e escolha o evento para prestigiar.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Conheça a Biblioteca Feminista

Hoje me deparei com o site da Biblioteca Feminista, que é parte da Universidade Livre Feminista. 

Ainda não naveguei o suficiente pela página, mas achei sua proposta muito interessante.

A função principal da page é apoiar os cursos da Universidade Livre Feminista. 

E o legal, é que os textos disponíveis na forma digital não tem restrições de direitos autorais - se bem que reza a boa etiqueta virtual que seja citada a fonte de pesquisa. 

Além disso, a página é um centro de documentação estudos para a formação feminista, contendo livros, documentos e textos organizados por sessões e temas.

A pesquisa pode ser feita por palavra-chave.

Fica a dica.

Clique aqui e uma boa viagem literária.


sábado, 29 de setembro de 2012

Livro para download gratuito - ‘O Futuro que as Mulheres Querem’ (publicação da ONU)


A Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) acaba de lançar em versão digital a publicação “O Futuro que as Mulheres Querem”, em português.

documento abarca as questões de igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável e foi lançada, em inglês, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O texto compila uma série de indicações e caminhos visando a inclusão social e política das mulheres e a harmonia necessária entre três pilares de sustentabilidade imprescindíveis para o desenvolvimento: econômico, social e ambiental.
Durante a Rio+20, a ONU Mulheres reuniu, pela primeira vez na história, presidentas e primeiras-ministras para fazer um chamado a ações concretas para a integração plena das mulheres no desenvolvimento sustentável. O texto na íntegra do Chamado à Ação também está disponível no documento.
Fonte: Nações Unidas no Brasil

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Capacitação para Profissionais de Atendimento à Mulher Vítima de Violência

Capacitação para Profissionais de Atendimento à Mulher Vítima de Violência
 
Local: Centro de Convenções
Datas: 10,11 e 12 de Setembro de 2012 ( Segunda, Terça e Quarta)
Dados para Inscrição: Nome Completo, CPF, Email, Telefone, Função e Órgão.
Almoço e Coffe Break fornecidos pelo projeto.
Entrega de Certificado ao final do evento
OBS: Enviar os dados dos profissionais interessados em participar do evento para a Incrição para o email:CAPSECRETARIADAMULHER@GMAIL.COM até o dia 10 de agosto
Informações: Soraya e Sarah pelo telefone 3315-7228
Realização: Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, em Parceria com a Secretaria de Políticas para a Mulher-SPM.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Em Goiás, leite materno se encontra contaminada por agrotóxicos.


Nesta tarde, na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, foi realizada audiência pública para tratar da constatação da presença de agrotóxico em 100% do leite materno analisado pela Universidade Federal de Mato Grosso, entre fevereiro e julho do ano passado, nas mulheres do município de Lucas do Rio Verde, localizado na Região Norte do Estado.  O referido município é referência em produção de grãos na Região Centro-Oeste. 

Não se trata, aqui, de promover a apologia à proibição do uso de tecnologia e de insumos; e sim de uma reflexão  sobre a possibilidade de adoção de formas menos agressivas de manejo do solo e mais harmônicas de promover os necessários tratos culturais. 

Em tempos de Rio + 20 – ainda que esta conferência não tenha alcançado o objetivo que pretendia, de compromissos das grandes potências com o meio ambiente – é indispensável a realização de discussões sobre formas mais sutis e menos agressivas de interagir com o meio ambiente e administrar a produção de alimentos.

Para além de discutir o banimento dos agrotóxicos, o que precisa ser reavaliado é o seu manejo e as formas de melhor controlar os seus efeitos sobre o meio ambiente e sobre os seres vivos.

É intolerável – a bem do crescimento econômico – a contaminação de rios, lençóis freáticos, trabalhadores, populações de entorno e, agora, de recém-nascidos, que terão sua formação e desenvolvimento comprometidos pelas substâncias tóxicas que lhe contaminam pelo alimento mais completo e essencial, que é o leite materno.

Lembramos, com pesar, um passado recente, que Alagoas enfrentou, sobre tudo na década de 1990, proveniente da utilização indiscriminada de agrotóxicos, o que marcou de forma lamentável os trabalhadores do Agreste Alagoano, e suas famílias, que se dedicavam à agricultura fumageira: o uso do agrotóxico tamaron. 

Casos de depressão e reiterados suicídios foram registrados em número assustador, entre os trabalhadores que promoveram o manejo desse agrotóxico, a ponto de ser proibida sua comercialização.

Os efeitos do referido veneno não se limitou aos trabalhadores, atingindo também suas famílias, inclusive mulheres e crianças, uma vez que a maioria se dedica à destalação das folhas de fumo, dentro de suas próprias casas, como forma de aumentar a renda familiar, atividade por meio da qual igualmente se contaminaram.

O tamaron marcou de forma tão contundente a região, que seu nome batizou operação desencadeada pela Polícia Civil de Alagoas, em idos de 2008, para promover buscas e apreensões de combate ao crime organizado no Estado.

O caso não pode permanecer no estado em que se encontra, eis que em jogo a vida das pessoas e os destinos do meio ambiente.

A deputada Rosinha da Adefal, tomando conhecimento do caso, se comprometeu em levar o caso ao conhecimento e discussão na Procuradoria Especial da Mulher, onde é a 1ª Procuradora Adjunta, uma vez que a saúde das mulheres, principalmente as recém-nascidas, gestantes e nutrizes, se encontra ameaçada.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Até 16 de setembro, abertas as inscrições para Prêmio "Construindo a igualdade de gênero e raça"

A oitava edição do Prêmio Construindo a igualdade de gênero e raça está com inscrições abertas até 17 de setembro. Artigos científicos, redações e projetos pedagógicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismo podem ser submetidos ao concurso em cinco modalidades.Podem concorrer estudantes de ensino médio, graduação, mestrado e doutorado de instituições reconhecidas pelo MEC, além de escolas públicas ou privadas que desenvolvam projetos pedagógicos relacionados ao tema.

Os prêmios para os selecionados variam de 10 mil reais a notebooks, bolsas de estudos do CNPq para desenvolvimento de projeto na área, a assinaturas anuais de revistas. Para os jovens do ensino Médio que forem enviar redações, elas devem ter de duas a quatro páginas, apresentarem título, nome do autor e endereço da escola. É necessário o preenchimento de ficha de inscrição.

O Prêmio faz parte do Programa Mulher e Ciência, iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres e do CNPq. Ocorre anualmente, com o objetivo de estimular o pensamento crítico e produção científica que abordam a questão das desigualdades existentes entre homens e mulheres no país. Mais informações nos links abaixo:

Regulamento

Inscrição

Premiação

sábado, 26 de maio de 2012

Primeira Marcha das Vadias em Alagoas - 17 de junho

Descrição da Imagem: desenho do colo e do ventre nus de uma mulher. Fundo vermelho. 
No centro, cobrindo o ventre, as informações da marcha das Vadias em Alagoas em letras azuis

Está marcada para o próximo dia 17 de junho a realização da primeira "Marcha das Vadias" em Maceió. O evento está programado para as 10h no com Saída do alagoinha.

O estado de Alagoas (2º colocado em crimes contra a mulher no Brasil) levará às ruas sua primeira Marcha das Vadias. O ato pretende reunir todas as pessoas que se identifiquem com a causa, não tendo um caráter de participação única de mulheres.

O movimento se autointitula Marcha das Vadias e é uma articulação internacional que começou no Canadá quando um policial declarou que se as mulheres não se vestissem como vadias, elas não seriam estupradas. Desde então, mulheres e homens do mundo inteiro saem às ruas com o corpo à mostra pregando que independente da opção de roupa ou de atitude, as vontades individuais devem ser respeitadas. Acreditam que uma roupa curta não é um convite ao ato sexual, é uma manifestação pessoal. 

A Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk) iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã.

Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. Dai então o policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que "as mulheres evitassem se vestirem como vadias (sluts, no inglês original), para não serem vítimas". O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto.

Já ocorreu em Toronto, Los Angeles e Chicago, Buenos Aires e Amsterdã,dentre outros lugares. No Brasil já ocorreu em São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas entre outras.

A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez. Após o anúncio do evento com a criação de uma página no Facebook, mais de 6000 pessoas confirmaram presença no evento. No entanto, diferentemente das versões em outros países, somente cerca de 300 pessoas compareceram, de acordo com a contagem da Polícia Militar. Neste mesmo ano iniciou-se a manifestação no Recife e Brasília. De acordo com a antropóloga Julia Zamboni, o movimento é feito por feministas que buscam a igualdade de gênero. “Ser chamada de vadia é uma condição machista. Os homens dizem que a gente é vadia quando dizemos 'sim' para eles e também quando dizemos 'não'”, afirmou. “A gente é vadia porque a gente é livre”, destacou. No Brasil, a marcha também chama atenção para o número de estupros ocorridos no país. Por ano, cerca de 15 mil mulheres são estupradas.

Fonte: 4 Cantos e Winkipédia

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Mulheres com deficiência é assunto abordado pela Deputada Rosinha da Adefal, no encontro com a Federação Democrática Internacional de Mulheres

As mais de 300 participantes do XV Congresso da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) fizeram uma caminhada das mulheres por uma paz justa, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

Após a caminhada, Márcia Campos, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), e uma delegação de mulheres, representantes de diversos países, foram ao Congresso Nacional para entregar um documento com as suas reivindicações, e sugerir um Projeto de Lei que assegurasse o acesso da mulher ao mercado de trabalho em todas as categorias profissionais, com o suporte dos equipamentos sociais e salário igual para trabalho igual, entre homens e mulheres. 

Estiveram presentes líderes e parlamentares de todos os continentes, o Brasil foi representado pela primeira vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputada Rose de Freitas, a deputada Iriny Lopes, ex-ministra da Secretária de Políticas para Mulheres e a deputada Rosinha da Adefal, procuradora-adjunta da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara dos Deputados.

A FDIM entregou um documento direcionado ao Parlamento Brasileiro, no qual afirma que as mulheres são exploradas e duplamente oprimidas em todos os países em que há a forma de produção capitalista.  Destacaram como preocupantes, ainda, a grave crise econômica (com particular efeito sobre a mulheres e jovens) e a preocupação com os sinais de guerra que estão se apresentando nas rotas de petróleo e gás natural, como elementos que vem desfavorecendo a condição da mulher em todo o mundo.  

A representante da delegação da Palestina, a ex-embaixatriz da Palestina no Brasil, Mayada Abaassi cobrou não só a independência das mulheres nos países, para que elas sejam livres e independentes. 

Letícia Montes, da União Nacional das Mulheres do México, falou da sua preocupação com  a baixa qualidade do ensino em seu país, devido às privatizações nessa área. Finalizou dizendo que “juntas poderemos mudar o mundo”.
 
Representantes de diversas delegações (Sahara Ocidental, Grécia, Angola, Guiné Biissau, aÍndia, Chipre, Senegal, Gana, Uruguai, Coréia do Sul, e Brasil) falaram sobre as conquistas das mulheres em cada país, mas também lembraram que há muito que fazer para garantir a plena igualdade de gênero.
 
Um país que chamou a atenção de todas, de forma positiva, foi a Angola, que atualmente possui 86 parlamentares mulheres e nove ministras, ao contrário de outros países do mesmo continente, de forma que a mulher angolana ocupa mais de 45% das vagas no parlamento.
 
A deputada Rose de Freitas disse que o momento atual é muito importante para o Brasil, pois é a primeira vez que se tem uma mulher presidente, e, depois 180 anos, a primeira mulher ocupando a mesa diretora da Câmara dos Deputados. A deputada, 1ª Vice-Presidente da Câmara dos Deputados, finalizou parabenizando a todas pelos trabalhos voltados a igualdade de gênero. 

A parlamentar Rosinha da Adefal chamou a atenção das representantes presentes  sobre a questão das mulheres e meninas com deficiência, que “são duplamente vulneráveis, pela sua condição”. Solicitou que todas as presentes levassem para os seus países reflexões sobre a condição da mulher com deficiência, cuja vulnerabilidade favorece a violência doméstica e o abuso sexual, além da dificuldade, em razão das questões de acessibilidade (arquitetônicas, de comunicação e de atitude), em buscar a proteção dos equipamentos estatais de proteção e de justiça.  

Fonte:  Assessoria de Comunicação da Liderança do PTdoB na Câmara dos Deputados

sábado, 14 de janeiro de 2012

O Ministério da Saúde garante a troca, sem custos, de próteses mamárias rompidas

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) garantiu que as trocas das próteses mamárias rompidas das marcas PIP e Rofil serão custeadas “integralmente” pelos planos de saúde ou pelo SUS.

O suporte, disse, independe de a cirurgia original ter tido fim estético ou reparador. O governo estima que 20 mil mulheres carreguem próteses das duas marcas. Elas devem passar por exames para detectar o rompimento.

Até segunda-feira, 11, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tinha recebido cem comunicações sobre o silicone da PIP, 39 delas informando a ruptura.

A estatística sobre a Rofil não está pronta, mas só na última quinta a agência recebeu quatro reclamações de dor e desconforto relativas à marca pelo seu serviço 0800. O pronunciamento do ministro confirma anúncio feito pela Anvisa na quarta, que chegou a ser contestado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Fonte: Gazetaweb

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mulheres entraram na ciência pela cozinha

A cozinha franqueou a entrada das mulheres no laboratório científico – o marco da ciência moderna que se transformou em um espaço eminentemente masculino, onde algumas delas se destacaram a duras penas em áreas que até então não atraiam a atenção dos homens.
 
A avaliação foi feita por Ana Maria Alfonso-Goldfarb, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, na penúltima edição do Ciclo de Conferências Ano Internacional da Química – 2011, realizada em 9 de novembro no auditório da FAPESP com o tema “A contribuição de Marie Curie para a ciência e um olhar sobre o papel das mulheres cientistas”.

De acordo com Goldfarb, foi por meio da habilidade de atear e controlar o fogo para preparar os alimentos – considerada uma atividade difícil e propriamente feminina – que as mulheres ajudaram a desenvolver até meados da Idade Média uma série de produtos. Entre eles estão os primeiros destiladores, extratos, além de perfumes, medicamentos, pomadas e licores.

“A cozinha era um espaço restrito para a maioria das mulheres. E foi entre a preparação de caldos e guisados que elas começaram a praticar o trabalho de laboratório desenvolvendo uma série de produtos que, posteriormente, passaram a ser utilizados por médicos e botânicos, na maioria das vezes se apropriando das descobertas femininas e não lhes atribuindo o devido crédito”, disse.

Segundo a pesquisadora, foi entre os séculos 16 e 17, quando o prelo se tornou importante e aumentou a circulação dos livros, que a “medicina da cozinha” ou “química das damas”, como foi denominado esse trabalho realizado pelas mulheres nos laboratórios-cozinha da época, ganhou maior importância.

Algumas delas, que tinham mais posses ou importância social, começaram a publicar livros com seus nomes. Uma delas foi a rainha Henrietta Maria (1609-1669), da Inglaterra, que financiou a edição do livro The Queen’s Closet Opened.

Entretanto, essa fase, que durou entre 50 e 60 anos, acabou justamente no momento em que surgiram os laboratórios, que marcaram a ciência moderna. “Como decorrência desse fato, as mulheres começam a voltar discretamente para a cozinha”, disse Goldfarb.

Já no século 18 surgiram os grandes salões literários, onde as mulheres ditaram o tom. Porém, de acordo com a pesquisadora, elas não tinham acesso às sociedades científicas ou aos grupos restritos de cientistas da época, onde a ciência, de fato, era feita.

Em função disso, são raros os exemplos de mulheres que conseguiram ter algum destaque, ainda que superficial, na ciência realizada nessa época. Alguns dos poucos exemplos são os da madame Émilie du Châtelet (1706-1749) e de Marie Anne Pierrete Paulze (1758-1836), a madame de Lavoisier.

Já entre os séculos 19 e 20 se iniciou o processo de educação científica feminina nos países saxônicos e anglo-saxônicos a conta-gotas, quando as primeiras mulheres conseguiram ter acesso aos colleges. Porém, a maioria que conseguia se formar acabava voltando para casa frustrada, por não conseguir trabalhar.

Como saída, algumas delas direcionaram suas carreiras para áreas que estavam passando por uma reformulação de bases ou emergindo, e que demandavam um trabalho fastidioso de cálculos e observações que não raro duravam meses. Entre essas áreas estavam a cristalografia, a astronomia e a radioatividade.

“Foram nessas áreas que sobrou espaço para as mulheres e nas quais elas foram recebidas, porque tinham que ser abnegadas e dedicadas para realizar um trabalho duro, pesado e que repelia o sexo masculino”, explicou Goldfarb.

Não por acaso, Marie Curie (1867-1934) se tornou a primeira mulher a ser laureada com o Prêmio Nobel de Química, em 1911, e o de Física, em 1903, que dividiu com seu marido, Pierre Curie (1859-1906) e com Antoine Henri Becquerel (1852-1908), justamente por suas pesquisas sobre radioatividade.

A filha da cientista polonesa radicada francesa, Irène Joliot-Curie (1897-1956), tornou-se a segunda mulher a ganhar o Nobel de Química, em 1934, com o marido Frédéric Joliot-Curie (1900-1958), pela descoberta da radioatividade artificial.

E as outras duas únicas mulheres que receberam o prêmio Nobel de Química, entre os 159 laureados com a honraria – a egípcia, radicada inglesa, Doroty Crowfoot Hodgkin (1910-1994) e a israelense Ada Yonath –, foram premiadas por pesquisas em cristalografia.

Marie Curie

De acordo com Goldfarb, além de Marie Curie, outras mulheres de sua época foram indicadas ao prêmio Nobel. Porém, a cientista francesa conseguiu se distinguir das demais e não se tornar mais uma “ilustre desconhecida” na história da ciência, além de sua genialidade, pela maneira como conseguiu projetar sua imagem.

“Ela era, de fato, talentosa, abnegada, uma fábrica de ideias, e soube potencializar isso como poucas mulheres. Ela registrava tudo e sempre aparece nas fotografias da época atarefada e compenetrada, observando ou realizando experimentos”, disse Goldfarb.

Além disso, Curie soube escolher os homens certos. O marido, Pierre Curie, que a conheceu na Universidade de Sorbonne, onde era professor de física, tinha uma enorme admiração por ela. E seu orientador, Becquerel, com quem o casal dividiu o Nobel de Física, era uma figura complacente, que facilitou muito o seu trabalho de pesquisa.

“Ela conseguiu penetrar o núcleo duro da ciência da época, sem dúvida, pelo trabalho, excelência e dedicação à pesquisa. Mas, também, com muita estratégia”, avaliou.

A cientista só conseguiu atrair a atenção de Pierre para suas pesquisas sobre radioatividade quando Gabriel Lippman (1845-1921), que era supervisor dela em Sorbonne, leu seu primeiro trabalho na Academia de Ciências de Paris, na qual ela não foi aceita como membro.

O trabalho só foi reconhecido e passou a ser discutido pela comunidade científica da época quando Pierre assinou juntamente com ela os resultados.

“Esse reconhecimento científico só ocorreu quando se formou a figura do casal. E esse fato tem uma relação direta com uma noção de gênero que havia na época, chamada de complementaridade sexual, que está relacionada com a longa história do isolamento da mulher das práticas laboratoriais”, disse Gabriel Pugliese, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), durante o evento.

Segundo Pugliese, por essa noção de gênero da época, o homem era vinculado à política, ao espaço público, enquanto a mulher estava restrita à esfera privada, aos trabalhos domésticos. Uma complementaridade de funções que está ilustrada na própria forma como Marie e Pierre Currie dividiram o trabalho de pesquisa sobre a radioatividade.

Enquanto Marie ficou encarregada de realizar os experimentos para purificar os elementos radioativos (o trabalho “doméstico”), Pierre foi incumbido de estudar as radiações emitidas pelas substâncias químicas (o trabalho de laboratório).

“Isso também tem relação com a noção de laboratório como cozinha, em que Marie Curie aparece como aquela que faz os experimentos, uma auxiliar do Pierre, enquanto ele faz o trabalho mais prestigioso de pensar e cumprir o ofício de chefe do laboratório, procurando recursos e estabelecendo relações com outros cientistas”, disse Pugliese.

“A intenção dos organizadores do Nobel, na época, era premiar apenas Becquerel e Pierre, mas esse último, ao saber disso, recusou-se a receber o prêmio sem dividi-lo com Marie”, disse.

Fonte: Agência Fapesp

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Congresso Nacional adere ao movimento Outubro Rosa, de alerta ao câncer de mama


Pela primeira vez, um dos maiores símbolos do País será iluminado de rosa, cor de alerta ao câncer de mama. Neste dia, os colaboradores da Casa estão convidados a usarem roupas ou acessórios na cor rosa em apoio à campanha.


O Congresso Nacional vai receber uma iluminação especial na noite da próxima quarta-feira, dia 5 de outubro. Luzes na cor rosa, que alerta para o câncer de mama no mundo, vão iluminar os prédios do Senado e da Câmara. A iniciativa, que partiu do segundo-secretário da Mesa Diretora, deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), integra as ações do Outubro Rosa, movimento mundial de mobilização pela conscientização da detecção precoce do câncer de mama.

O Outubro Rosa chegou ao Brasil em 2008 por iniciativa da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - Femama. O evento prevê atividades ao longo de todo o mês, em várias cidades do país, onde destaca-se a iluminação de prédios e monumentos históricos na cor rosa, como o Cristo Redentor e o Santuário Nossa Senhora da Penha, no Rio de Janeiro.

Palestra - Em Brasília, além da iluminação inédita do Congresso Nacional, a programação do Outubro Rosa conta com uma palestra aberta, no dia 6 de outubro, às 9h, no auditório da TV Câmara, com as médicas Maira Caleffi, mastologista e presidente da Femama, e a médica do Departamento Médico da Casa, Salete Rios, que vão abordar a importância do acesso ao diagnóstico precoce e da agilidade no tratamento. Isso porque, se o câncer de mama for descoberto no início, pode ter até 95% de chances de cura. As especialistas também vão mostrar o cenário atual da problemática da doença no Brasil e as ações globais e locais das 51 associadas da federação. 

Neste ano, a campanha nacional do Outubro Rosa é dirigida não só às mulheres, mas também às pessoas com quem elas convivem, visando conscientizar sobre a importância da detecção precoce da doença. O movimento, nacional e mundial, acontece paralelamente em diversos estados brasileiros e em outros países. 

Números da doença - Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na população feminina, principalmente na faixa etária entre 40 e 69 anos. O Inca estima que este ano cerca de 50 mil mulheres vão ter a doença no país. Entretanto, é importante enfatizar que as chances de cura também são altas e chegam a 95%, se a enfermidade for descoberta precocemente. 

Femama – É uma associação civil, sem fins lucrativos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Está presente na maioria dos estados brasileiros por meio de ONGs associadas, atuando na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama.

ServiçoEvento: Ato de lançamento do Outubro RosaData: 5 de outubro, quarta-feira
Hora: 18h30
Local: Salão Negro
Evento: Palestra aberta com as médicas Maira Caleffi (Femama) e Salete Rios (Demed)
Data: 6 de outubro, quinta-feira
Hora: 9 horas
Local: auditório da TV Câmara


Agência Câmara

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Seminário "Violência contra as Mulheres em Alagoas" - 27 e 28 de setembro

O Núcleo de Estudos e Pesquisa de Direito, Sociedade e Violência (NDSV), da Faculdade de Ciências Jurídicas (FADIMA) do CESMAC, promove, nos dias 27 e 28 deste mês, o seminário sobre Movimento das Mulheres em Alagoas: Direito e Violência. A atividade conta com mesas redondas, palestras e debates sobre a temática central. Confira a programação:

Dia 27 (terça-feira) – “A Lei Maria da Penha”

Coordenadora: acadêmica Amanda Goulart

Tema 1: Os serviços policiais e a violência contra mulher
Expositor: acadêmico Erisvaldo Santos

Tema 2: A Lei Maria da Penha: Os Direitos da Mulher
Expositora: professora Stela Cavalcanti

Dia 28 (quarta-feira) – “A Violência Contra a Mulher em Alagoas”

Coordenador: Marcus Vasconcelos

Tema 1: Elementos básicos para combater a violência contra a mulher em Alagoas
Expositora: acadêmica Willyana Monteiro

Tema 2: A violência contra a mulher em Alagoas
Expositora: professora Maria Aparecida da Silva

O Seminário acontece no auditório da Clínica Escola de Farmácia e Biomedicina do CESMAC (em frente à Praça Centenário, no Farol). Será oferecido certificado de 4 h aos participantes.

As inscrições seguem até hoje, segunda-feira (26), e podem ser feitas na Assessoria Acadêmica da FADIMA (antigo NEPE), que fica localizada à Rua Íris Alagoense, no Farol. Os interessados devem levar 1 kg de alimento não perecível no ato da inscrição. 

Outras informações pelo telefone (82) 3215-5165. Vagas limitadas. 

Fonte: Site Observe Mais

domingo, 14 de agosto de 2011

Governo lança programa para inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho

O governo lançou  o programa Mulheres Mil que pretende formar e inserir 100 mil mulheres no mercado de trabalho até 2014. O Mulheres Mil, que faz parte do Plano Brasil sem Miséria, quer dar acesso à educação profissional a mulheres em situação de vulnerabilidade social, como mães solteiras, ou chefes de família, que não tiveram oportunidade de estudar e nem de ser inseridas no mercado formal. O programa é executado em parceria pelos ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e pelas secretarias de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres.

O Mulheres Mil foi implantado como projeto piloto em 2007, em parceria com universidades canadenses. Por intermédio de 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, o projeto atendeu mil mulheres em 13 estados do Norte e Nordeste. Agora, será efetivado em todo o país e, ainda neste ano, 100 campi da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica deverão beneficiar 10 mil mulheres com a aplicação do programa.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o programa Mulheres Mil é uma ação do ministério que pretende cumprir com o desafio proposto pelo atual governo, o da erradicação da miséria. “Todas as secretarias do Ministério da Educação estão mobilizadas com o Plano Brasil sem Miséria”.
Presente no lançamento do programa, a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Iriny Lopes, ressaltou a importância da capacitação. “O plano de enfrentamento à miséria identificou 16,2 milhões de pessoas que precisavam de um programa voltado para elas. A maioria dessas pessoas é composta por mulheres, como chefes de família, negras e aquelas em situação de maior vulnerabilidade. Então, o Mulheres Mil dará capacitação para que elas possam entrar no mercado de trabalho”.
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, explicou a importância do programa. “No Plano Brasil sem Miséria, nós não queremos só levar renda para as famílias, mas também garantir inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. O Mulheres Mil vai ser estratégico, qualificando e formando 100 mil mulheres, melhorando a condição de conhecimento e de qualificação profissional delas, para que assim, consigam ter acesso a vagas de emprego”.

Fonte: Correio do Estado

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Conferências de Políticas para as Mulheres em Alagoas - agenda

Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres
Data: 10 de outubro
Contato: conferencia.mulheres.al2011@hotmail.com / (82) 3315-2121


Conferência Municipal de Políticas para as
Mulheres da Capital – Maceió
Data: 05 de setembro
Contato: (82) 8811-5456


Conferências Municipais de Políticas para as Mulheres

Palmeira dos Índios
Data: 10 de agosto
 
União dos Palmares
Data: 17 de agosto
 
Penedo
Data: 24 de agosto
 
Santana do Ipanema
Data: 01 de setembro
 
Litoral Norte - Maragogi
Data: 13 de setembro

Está no ar o site da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres

A partir de hoje (10/8), está no ar o site www.conferenciadasmulheres.com.br, da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, a ser realizada de 12 a 15 de dezembro, em Brasília.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ONU e parceiros lançam campanha “Mulheres e Direitos” pelo fim da violência e pela igualdade de gênero

As Nações Unidas e parceiros vão lançar, na sexta-feira, 5, no Rio de Janeiro, a campanha “Mulheres e Direitos”, composta por três filmes para TV sobre a importância da denúncia dos casos de violência contra as mulheres e acionamento do serviço 180 – Central de Atendimento à Mulher.
 
A campanha tem como objetivo principal contribuir para a conscientização da população com vistas à redução da violência contra a mulher e para a promoção da equidade de gênero e da saúde da mulher. O ato de lançamento acontecerá às 10h30min, no Palácio do Itamaraty, nas presenças da Ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, de Maria da Penha Maia Fernandes, atores e atrizes dos filmes, representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da sociedade civil e do Sistema das Nações Unidas.

As peças são estreladas por Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história impulsionou a criação da Lei 11.340/06, de prevenção e erradicação da violência contra a mulher, que completará 5 anos no domingo, 7. O primeiro filme é dirigido aos homens. Os atores Milton Gonçalves e Bernardo Mesquita e o dançarino Carlinhos de Jesus convocam a sociedade a acabar com a violência contra as mulheres. Eles lembram ainda o avanço das mulheres na sociedade brasileira e tomam partido pela igualdade de gênero.

No segundo filme, quatros mulheres – negra, indígena, branca e outra de meia idade – buscam ajuda numa delegacia especializada de atendimento à mulher. A sequência registra o momento em que as mulheres dão um basta à violência e acessam os serviços públicos. Na terceira peça, duas mulheres do Norte do país – uma negra e outra indígena – lavam roupa num rio e conversam sobre os primeiros sinais da violência, quando os homens começam a querer controlar as suas vidas.

A campanha “Mulheres e Direitos” é uma iniciativa da ONU e parceiros: o UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância, o UNIC Rio – Centro de Informação Pública das Nações Unidas para o Brasil e o Instituto Maria da Penha, com apoio da German Backup Initiative da GIZ. Os filmes foram produzidos pela Documenta Filmes, tendo direção de Angela Zoé e coordenação da [X] Brasil Publicidade em Causas/Daniel de Souza.

Lançamento da campanha “Mulheres e Direitos”
Data: 5 de agosto de 2011 (sexta-feira)
Horário: 10h30
Local: Palácio Itamaraty (Palácio Itamaraty, Av. Marechal Floriano, 196) – Rio de Janeiro/RJ

Contatos com a imprensa:
Valéria Schilling - Assessora de Comunicação UNIC RIO
21-2253-2211 | 21-8202-0171 |
valeria.schilling@unic.org Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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