quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Neste Natal, adote um idoso em Maceió

Cerca de 70 idosos abrigados na Casa do Pobre, no bairro do Vergel do Lago, aguardam com entusiasmo a chegada do Natal. É que, pela primeira vez, em vários anos, eles responderam à pergunta: O que você gostaria de ganhar de presente? A simplicidade das respostas sensibilizou os organizadores da campanha “Adote um velhinho”, que pedem ajuda à população para proporcionar um final de ano especial para os idosos.

Everton Gomes, coordenador de Marketing da empresa de eventos Metta, responsável pela campanha, disse que os interessados têm até o dia 30 de novembro para entregar seus presentes na sede da empresa, localizada no bairro da Mangabeiras. Na tarde do dia 7 de dezembro, os presentes serão distribuídos aos idosos durante uma confraternização.

Mantida com parte da aposentadoria dos abrigados e doações da comunidade, a Casa do Pobre abriga principalmente idosos carentes, muitos deles abandonados pela família. Não é raro encontrar no local idosos que estão há anos sem receber visitas de parentes.

Por essa razão, além dos presentes, as doações de carinho e tempo também são bem-vindas. Em termos materiais, os idosos necessitam principalmente de produtos de higiene pessoal, como sabonetes, fraldas geriátricas e pastas de dentes, materiais de limpeza, remédios, roupas e gêneros alimentícios não perecíveis.

Na lista dos presentes escolhidos constam lençóis de solteiro com elástico, camisas pólo (tamanhos 2 e 3), rádio, relógios de pulso masculinos, chinelos (entre os números 37 e 44), camisolas (M e G), robes (M e G), e até itens como bonecas, caderno e lápis de cor.

Para ter acesso à lista completa, o interessado pode entrar em contato com a empresa Metta, por meio do telefone (82) 4141-1764, e escolher o idoso que irá ‘adotar’ neste Natal. A empresa fica na Rua Paulina Maria de Mendonça, 105, no bairro da Mangabeiras .

Já a entrega de outras doações, como material de limpeza, gêneros alimentícios e remédios, pode ser feita diretamente na própria Casa do Pobre, situada na Avenida Monte Castelo, no bairro do Vergel.

Fonte: Alagoas 24hs

terça-feira, 29 de novembro de 2011

2º Seminário de Acessibilidade e Relações de Consumo de Alagoas - 02.12.2011



Compareçam e nos ajudem na divulgação do 2º Seminário de Acessibilidade e Relações de Consumo de Alagoas, realizado pelo Procon-AL, em parceria com a Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (FrentePcD) e o Fórum Alagoas Inclusiva (Forum ALIn).

O evento será realizado no auditório da faculdades Fits, que oferece boa acessibilidade, no dia 2 de dezembro (sexta-feira), das 8h às 13h. E é realizado em comemoraçao pela passagem do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

O tema central do evento será a acessibilidade nos serviços e produtos oferecidos pelo setor do turismo.  Também será discutida a empregabilidade desse setor da economia.

A inscrição é feita com um brinquedo (o brinquedo deve ter o selo do Inmetro). Todo os brinquedos arrecadados serão doados para as crianças vítimas das enchentes em Alagoas.  No ano passado, o 1º seminário tratou da acessibilidade e o direito à informação e à comunicação. E foi realizado exatamente no dia seguinte à tragédia que vitimou o Estado.  Até hoje várias famílias permanecem alojadas em barracas de lona.

Entre os palestrantes, Marta Gil, Ricardo Shimosakai, o suíço Michel Eric Peneveyre, a Deputada Federal Rosinha da Adefal, Rodrigo Cunha (Superintendente do Procon-AL), entre outros.

Informações: (82) 3315-7237/8876-6576

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Descrição do Folder - versão acessível:

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO EM TAMANHO A3 OU COMO PANFLETO ELETRÔNICO
O cartaz é branco, e possui no topo uma logo-marca em formato de três pictogramas, em cores vivas, que se abraçam.  O da cor azul, está em cadeira de rodas; o da cor amarela com ondas sonoras nos ouvidos, representando as pessoas com deficiência auditiva; e o da cor vermelha segura uma bengala, em alusão às pessoas com deficiência visual.

Abaixo dessa imagem está escrito, na cor marinho, "Acessibilidade e Relações de Consumo - Alagoas quer um turismo acessível".

Logo abaixo, dentro de uma grande caixa de texto amarela, a data, o local e a hora do evento em cor preta: “Data 02 de Dezembro, Local Auditório da FITS, Hora das 8h às 13 horas”. No canto direito desta caixa de texto amarela, um selo com bordas azuis e preenchimento amarelo com os dizeres: “Vagas limitadas – Certificado de 5h/aula”.

Abaixo, caixas de textos em azul contêm, em fonte de cor branca: "Inscrições pelo site  www.procon.al.gov.br  ou na Sede do Procon – Rua Cincinato Pinto, 503 – Centro – Maceió/AL". Taxa de inscrição – 1 (um) brinquedo com selo do Inmetro: Entregar no momento do credenciamento".  Em seguida, “Público Alvo: Profissionais e estudantes das áreas de Direito, Turismo, Arquitetura, Jornalismo, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Associações, Empresários, Entidades Civis e governamentais".  “Informações: 82-3315-7237/8876-6576". Realização: "Procon-AL; Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos". Parceria: Fórum Alagoas inclusiva e Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.  Apoio: Fits – Faculdade Integrada Tiradentes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mulheres entraram na ciência pela cozinha

A cozinha franqueou a entrada das mulheres no laboratório científico – o marco da ciência moderna que se transformou em um espaço eminentemente masculino, onde algumas delas se destacaram a duras penas em áreas que até então não atraiam a atenção dos homens.
 
A avaliação foi feita por Ana Maria Alfonso-Goldfarb, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, na penúltima edição do Ciclo de Conferências Ano Internacional da Química – 2011, realizada em 9 de novembro no auditório da FAPESP com o tema “A contribuição de Marie Curie para a ciência e um olhar sobre o papel das mulheres cientistas”.

De acordo com Goldfarb, foi por meio da habilidade de atear e controlar o fogo para preparar os alimentos – considerada uma atividade difícil e propriamente feminina – que as mulheres ajudaram a desenvolver até meados da Idade Média uma série de produtos. Entre eles estão os primeiros destiladores, extratos, além de perfumes, medicamentos, pomadas e licores.

“A cozinha era um espaço restrito para a maioria das mulheres. E foi entre a preparação de caldos e guisados que elas começaram a praticar o trabalho de laboratório desenvolvendo uma série de produtos que, posteriormente, passaram a ser utilizados por médicos e botânicos, na maioria das vezes se apropriando das descobertas femininas e não lhes atribuindo o devido crédito”, disse.

Segundo a pesquisadora, foi entre os séculos 16 e 17, quando o prelo se tornou importante e aumentou a circulação dos livros, que a “medicina da cozinha” ou “química das damas”, como foi denominado esse trabalho realizado pelas mulheres nos laboratórios-cozinha da época, ganhou maior importância.

Algumas delas, que tinham mais posses ou importância social, começaram a publicar livros com seus nomes. Uma delas foi a rainha Henrietta Maria (1609-1669), da Inglaterra, que financiou a edição do livro The Queen’s Closet Opened.

Entretanto, essa fase, que durou entre 50 e 60 anos, acabou justamente no momento em que surgiram os laboratórios, que marcaram a ciência moderna. “Como decorrência desse fato, as mulheres começam a voltar discretamente para a cozinha”, disse Goldfarb.

Já no século 18 surgiram os grandes salões literários, onde as mulheres ditaram o tom. Porém, de acordo com a pesquisadora, elas não tinham acesso às sociedades científicas ou aos grupos restritos de cientistas da época, onde a ciência, de fato, era feita.

Em função disso, são raros os exemplos de mulheres que conseguiram ter algum destaque, ainda que superficial, na ciência realizada nessa época. Alguns dos poucos exemplos são os da madame Émilie du Châtelet (1706-1749) e de Marie Anne Pierrete Paulze (1758-1836), a madame de Lavoisier.

Já entre os séculos 19 e 20 se iniciou o processo de educação científica feminina nos países saxônicos e anglo-saxônicos a conta-gotas, quando as primeiras mulheres conseguiram ter acesso aos colleges. Porém, a maioria que conseguia se formar acabava voltando para casa frustrada, por não conseguir trabalhar.

Como saída, algumas delas direcionaram suas carreiras para áreas que estavam passando por uma reformulação de bases ou emergindo, e que demandavam um trabalho fastidioso de cálculos e observações que não raro duravam meses. Entre essas áreas estavam a cristalografia, a astronomia e a radioatividade.

“Foram nessas áreas que sobrou espaço para as mulheres e nas quais elas foram recebidas, porque tinham que ser abnegadas e dedicadas para realizar um trabalho duro, pesado e que repelia o sexo masculino”, explicou Goldfarb.

Não por acaso, Marie Curie (1867-1934) se tornou a primeira mulher a ser laureada com o Prêmio Nobel de Química, em 1911, e o de Física, em 1903, que dividiu com seu marido, Pierre Curie (1859-1906) e com Antoine Henri Becquerel (1852-1908), justamente por suas pesquisas sobre radioatividade.

A filha da cientista polonesa radicada francesa, Irène Joliot-Curie (1897-1956), tornou-se a segunda mulher a ganhar o Nobel de Química, em 1934, com o marido Frédéric Joliot-Curie (1900-1958), pela descoberta da radioatividade artificial.

E as outras duas únicas mulheres que receberam o prêmio Nobel de Química, entre os 159 laureados com a honraria – a egípcia, radicada inglesa, Doroty Crowfoot Hodgkin (1910-1994) e a israelense Ada Yonath –, foram premiadas por pesquisas em cristalografia.

Marie Curie

De acordo com Goldfarb, além de Marie Curie, outras mulheres de sua época foram indicadas ao prêmio Nobel. Porém, a cientista francesa conseguiu se distinguir das demais e não se tornar mais uma “ilustre desconhecida” na história da ciência, além de sua genialidade, pela maneira como conseguiu projetar sua imagem.

“Ela era, de fato, talentosa, abnegada, uma fábrica de ideias, e soube potencializar isso como poucas mulheres. Ela registrava tudo e sempre aparece nas fotografias da época atarefada e compenetrada, observando ou realizando experimentos”, disse Goldfarb.

Além disso, Curie soube escolher os homens certos. O marido, Pierre Curie, que a conheceu na Universidade de Sorbonne, onde era professor de física, tinha uma enorme admiração por ela. E seu orientador, Becquerel, com quem o casal dividiu o Nobel de Física, era uma figura complacente, que facilitou muito o seu trabalho de pesquisa.

“Ela conseguiu penetrar o núcleo duro da ciência da época, sem dúvida, pelo trabalho, excelência e dedicação à pesquisa. Mas, também, com muita estratégia”, avaliou.

A cientista só conseguiu atrair a atenção de Pierre para suas pesquisas sobre radioatividade quando Gabriel Lippman (1845-1921), que era supervisor dela em Sorbonne, leu seu primeiro trabalho na Academia de Ciências de Paris, na qual ela não foi aceita como membro.

O trabalho só foi reconhecido e passou a ser discutido pela comunidade científica da época quando Pierre assinou juntamente com ela os resultados.

“Esse reconhecimento científico só ocorreu quando se formou a figura do casal. E esse fato tem uma relação direta com uma noção de gênero que havia na época, chamada de complementaridade sexual, que está relacionada com a longa história do isolamento da mulher das práticas laboratoriais”, disse Gabriel Pugliese, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), durante o evento.

Segundo Pugliese, por essa noção de gênero da época, o homem era vinculado à política, ao espaço público, enquanto a mulher estava restrita à esfera privada, aos trabalhos domésticos. Uma complementaridade de funções que está ilustrada na própria forma como Marie e Pierre Currie dividiram o trabalho de pesquisa sobre a radioatividade.

Enquanto Marie ficou encarregada de realizar os experimentos para purificar os elementos radioativos (o trabalho “doméstico”), Pierre foi incumbido de estudar as radiações emitidas pelas substâncias químicas (o trabalho de laboratório).

“Isso também tem relação com a noção de laboratório como cozinha, em que Marie Curie aparece como aquela que faz os experimentos, uma auxiliar do Pierre, enquanto ele faz o trabalho mais prestigioso de pensar e cumprir o ofício de chefe do laboratório, procurando recursos e estabelecendo relações com outros cientistas”, disse Pugliese.

“A intenção dos organizadores do Nobel, na época, era premiar apenas Becquerel e Pierre, mas esse último, ao saber disso, recusou-se a receber o prêmio sem dividi-lo com Marie”, disse.

Fonte: Agência Fapesp
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