sexta-feira, 16 de setembro de 2011

PNUD premia iniciativas de comunidades que contribuem para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável


Estão abertas as inscrições para o Prêmio Equatorial 2012. A iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) premia comunidades que contribuem para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. As candidaturas podem ser feitas pelo site Equator Initiative até o próximo dia 31 de outubro.

Podem participar os 146 países que recebem apoio do PNUD, o que torna este um prêmio verdadeiramente global para as melhores práticas locais. Os premiados desta edição participarão da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho do próximo ano no Brasil.

“Esperamos encontrar exemplos inspiradores de soluções de desenvolvimento sustentável de comunidades locais que melhorem tanto a vida das pessoas quanto o meio ambiente”, explica Veerle Vandeweerd, diretora do grupo para questões de Energia e Meio Ambiente do PNUD. “O acesso a água e energia, a segurança alimentar e a adaptação às mudanças climáticas são os desafios de desenvolvimento que devemos enfrentar”, acrescentou, ao destacar que os novos prêmios temáticos darão ênfase às “comunidades que se adaptarem ao desenvolvimento sustentável.”

Já ganharam o prêmio organizações de base que trabalham para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida das populações locais, protegendo o meio ambiente através de ações como manejo florestal comunitário, pesca em pequena escala, proteção da vida silvestre, bancos de sementes, energia sustentável e acesso à água.

Diversas iniciativas brasileiras integram o rol de vencedores: Associação dos Pequenos Agrossilvicultores do Projeto Reca e Carnaúba Viva (2010); Cooperativa Agroextrativista Yawanawa e Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (2008); FrutaSã (2006); Sociedade Civil Mamirau (2004); Projeto Couro Vegetal da Amazônia, Cooperativa de Produtores de Ostras Cananéia, Bolsa Amazônia e Associação Vida Verde da Amazônia (2002).

Os 25 ganhadores do prêmio receberão US$ 5 mil. Dez deles serão nomeados para receber um reconhecimento especial e ganharão um total de US$ 20 mil. Os representantes das comunidades vencedoras participarão ainda do “Espaço de Diálogo” durante a Rio+20, onde serão homenageados e reconhecidos como líderes em suas respectivas áreas

Fonte: Pnud

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O Blog do Dona Mariquinha está concorrendo ao 2º Prêmio Alagoano de Blogs. Vote!

Estamos concorrendo ao “2º Prêmio Alagoano de Blogs”, na categoria “Arte e Música”.

O período de votação ocorrerá entre o dia 31 de Agosto de 2011 e terminará no dia 10 de outubro de 2011.

Para votar é necessário fazer um cadastro no site do evento e aguardar uma mensagem de confirmação, que chegará em seu email.

O cadastro permite votar em um blog por categoria a cada 24 horas.

Haverá sorteio de brindes para o público votante. Os internautas que votarem em todas as categorias estão automaticamente concorrendo aos brindes.

É só acessar o link:


Pronto! Viu como é rápido! Então vá até lá e vote no nosso Blog! Contamos com seu voto!

Obrigada

Rose Mendonça
"Cultura  Divulgada é Cultura Preservada"

sábado, 10 de setembro de 2011

Home care como política pública, SIM!

Pra quem achava que tarefa de cuidador é uma obrigação da família (sim…há quem ache isso!…e pior… há gestor de entidade “em prol de deficientes” que também acha isso….), é bom saber que em outros países há políticas públicas específicas para home care.

Um dos programas mais bem estruturados é o da Inglaterra.  Mas o Chile também tem sua política de assistência integral, numa demonstração clara de que é possível a qualquer país – de primeiro mundo ou não – tirar as leis do papel e transformá-las em ações efetivas.

Cumpre ressaltar que a implementação de programas como esse, mais que vontade política, são fruto de uma consciência coletiva da qual ainda estamos longe.

É preciso um olhar disvinculado de dogmas religiosos e que seja capaz de dissociar o amor familiar e a solidariedade do castigo da abnegação, do sacrifício pessoal de familiares que são impelidos a abrir mão da própria vida, de seus planos e sonhos, e até mesmo de sua atividade financeira para tornarem-se – mais que cuidadores – supressores em tempo integral das necessidades do membro prejudicado.

A tarefa, muitas vezes, excede o emocional, tornando-se fisiologicamente sobrehumana já que, diferente de um cuidador profissional, que tem horários de trabalho e de folga definidos, o supressor de necessidades familiar não tem outra perspectiva a não ser o cotidiano ininterrupto de tarefas como alimentação, higiêne, administração de medicamentos, manutenção de equipamentos, acompanhamento em deslocamentos, etc.

Stress, depressão e tendências suicidas não tardam a se manifestar e são raras as estruturas familiares que resistem a tal desgaste. Some-se a tudo isso a dor de ver o ente querido numa condição humana difícil e, na maioria da vezes irreversível e progressiva, além do cruel e descabido sentimento de culpa por sua própria exaustão física e emocional.

Muitas são as demandas que envolvem pessoas com deficiência e suas famílias: educação inclusiva, inserção no mercado de trabalho, direitos previdenciários especiais, isenções de impostos, enfim, a lista é imensa e integralmente justa e necessária. Mas algumas questões são de vida ou morte.

Daí que a gerência de políticas públicas precisa estar pautada pelo conhecimento, de modo a estabeler prioriadades. E  o conhecimento se constrói na diversidade, no olhar sobre as diferentes condições e necessidades. Também se alimenta da experiência, do exemplo das boas práticas e do testemunho daqueles que vivenciam os problemas.

A palavra “público” vem do latim publicus significando o que é relativo ou pertencente ao povo, à população; portanto, significando o que é de todos.

Pois bem! As políticas públicas só farão juz a seus nomes quando realmente saírem dos textos das leis, das comissões políticas, dos projetos e  isntituições,  e sua natureza for internalizada por toda a sociedade e efetivamente forem postas a serviço de todos.

Até lá, continuaremos a assistir, indignados e impotentes, ao uso indiscriminado e indevido de recursos que são de todos nós e à ingerência de pessoas e instituições que escolhemos para nos representar e suprir.
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