sábado, 30 de junho de 2012

Oportunidade de Estágio para a área de comunicação, em Brasília, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Estudantes de graduação das áreas de Jornalismo, Comunicação ou Relações Internacionais podem se candidatar até 2 de julho a uma vaga de estágio no escritório, em Brasília, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Fluência em inglês e português são exigências, já a experiência anterior em uma organização internacional será considerada uma vantagem.

Durante o Programa de Estágio em Comunicação, o estudante irá oferecer apoio à equipe de comunicação em suas atividades diárias e no cumprimento das metas e tarefas que fazem parte da Estratégia de Comunicação do Escritório Nacional.

O objetivo do programa é oferecer ao estagiário a oportunidade de aprender, reunir experiências e complementar os seus estudos. Portanto, não deve haver nenhum expectativa de emprego ao final do estágio.

Para informações sobre como participar da seleção e outras exigências e responsabilidades, clique aqui.

Excelente artigo sobre a exposição de nossa vida no mundo virtual, de Cotardo Calligaris

Sorria!

Pesquisas mostram que valorizar a felicidade produz insatisfação e mesmo depressão

Na frente da câmara fotográfica, ninguém precisa nos dizer "Sorria!"; espontaneamente, simulamos grandes alegrias, sorrindo de boca aberta. Em regra, hoje, os retratos são propaganda de pasta de dentes -se você não acredita, passeie pelo Facebook, onde muitos compartilham seus álbuns, rivalizando para ver quem parece melhor aproveitar a vida.

O hábito de sorrir nos retratos é muito recente. Angus Trumble, autor de "A Brief History of the Smile" (uma breve história do sorriso, Basic Books), assinala que esse costume não poderia ter se formado antes que os dentistas tornassem nossos dentes apresentáveis.

Além disso, os retratos pintados pediam poses longas e repetidas, para as quais era mais fácil adotar uma expressão "natural". O mesmo vale para os daguerreótipos e as primeiras fotos: os tempos de exposição eram longos demais. Já pensou manter um sorriso por minutos?

Outra explicação é que o retrato, até a terceira década do século 20, era uma ocasião rara e, por isso, um pouco solene.

Mas resta que nossos antepassados recentes, na hora de serem imortalizados, queriam deixar à posteridade uma imagem de seriedade e compostura; enquanto nós, na mesma hora, sentimos a necessidade de sorrir -e nada do sorriso enigmático do Buda ou de Mona Lisa: sorrimos escancaradamente.

Certo, o hábito de sorrir na foto se estabeleceu quando as câmaras fotográficas portáteis banalizaram o retrato. Mas é duvidoso que nossos sorrisos tenham sido inventados para essas câmaras. É mais provável que as câmaras tenham surgido para satisfazer a dupla necessidade de registrar (e mostrar aos outros) nossa suposta "felicidade" em duas circunstâncias que eram novas ou quase: a vida da família nuclear e o tempo de férias.

De fato, o álbum de fotos das crianças e o das férias são os grandes repertórios do sorriso. No primeiro, ao risco de parecerem idiotas de tanto sorrir, as crianças devem mostrar a nós e ao mundo que elas preenchem sua missão: a de realizar (ou parecer realizar) nossos sonhos frustrados de felicidade. Nas fotos das férias, trata-se de provar que nós também (além das crianças) sabemos ser "felizes".

Em suma, estampado na cara das crianças ou na nossa, o sorriso é, hoje, o grande sinal exterior da capacidade de aproveitar a vida. É ele que deveria nos valer a admiração (e a inveja) dos outros.

De uma longa época em que nossa maneira e talvez nossa capacidade de enfrentar a vida eram resumidas por uma espécie de seriedade intensa, passamos a uma época em que saber viver coincidiria com saber sorrir e rir. Nessa passagem, não há só uma mudança de expressão: o passado parece valorizar uma atenção focada e reflexiva, enquanto nós parecemos valorizar a diversão. Ou seja, no passado, saber viver era focar na vida; hoje, saber viver é se distrair dela.

Ao longo do século 19, antes que o sorriso deturpasse os retratos, a "felicidade" e a alegria excessivas eram, aliás, sinais de que o retratado estava dilapidando seu tempo, incapaz de encarar a complexidade e a finitude da vida.

Alguém dirá que tudo isso seria uma nostalgia sem relevância, se, valorizando o sorriso e o riso, conseguíssemos tornar a dita felicidade prioritária em nossas vidas. Se o bom humor da diversão afastasse as dores do dia a dia, quem se queixaria disso?

Pois é, acabo de ler uma pesquisa de Iris Mauss e outros, "Can Seeking Happiness Make People Happy? Paradoxical Effects of Valuing Happiness", em Emotion on-line, em abril de 2011 (http://migre.me/9CT8e).

Em tese, a valorização ajuda a alcançar o que é valorizado -por exemplo, se valorizo as boas notas, estudo mais etc. Mas eis que duas experiências complementares mostram que, no caso da felicidade (mesmo que ninguém saiba o que ela é exatamente -ou talvez por isso), acontece o contrário: valorizar a felicidade produz insatisfação e mesmo depressão. De que se trata? Decepção? Sentimento de inadequação?

Um pouco disso tudo e, mais radicalmente, trata-se da sensação de que a gente não tem competência para viver -apenas para se divertir ou, pior ainda, para fazer de conta. Como chegamos a isso?

Pouco tempo atrás, na minha frente, uma mãe conversava pelo telefone com o filho (que a preocupa um pouco pelo excesso de atividade e pela dispersão). O menino estava passando um dia agitado, brincando com amigos; a mãe quis saber se estava tudo bem e perguntou: "Filho, está se divertindo bem?"

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ângela Maria e Cauby Peixoto recebem homenagem na Câmara dos Deputados

Os cantores Ângela Maria e Cauby Peixoto vão receber a medalha “Mérito Legislativo”, a maior honraria com que a Câmara dos Deputados distingue pessoas ou instituições, nacionais ou estrangeiras, que tenham prestado serviços relevantes ao Poder Legislativo ou ao Brasil.

A cerimônia de homenagem será realizada às 11 horas da próxima quarta-feira (27), no Salão Nobre da Câmara. A indicação foi feita pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), como um reconhecimento à contribuição dos dois artistas à música popular brasileira em mais de seis décadas de carreira.

Instituída em 1983 pelo Ato da Mesa nº 16/83, a medalha é concedida todo ano a personalidades das áreas política, econômica, social e cultural, por indicação dos integrantes da Mesa Diretora e dos líderes partidários.

Confira outros premiados com a Medalha do Mérito Legislativo em edições anteriores.

Fonte: Agência Câmara
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